acompanharencontro

A poeira que anima os encontros perpassa
Vê-se ao brilho do reflexo da luz quando
Não sabemos o que se passa, mas passamos
Não sabemos o que se passa, continuamos
Não sabemos o que se passa, acreditamos

a laura a sofia e o cícero se encontram sábado na sala branca
uma a trazer contraponto o outro um canto a outra motivo
aguar é uma questão de tempo.

por onde passar o desejo das distâncias, o pulsar da dança que apronta de um jardim a outro da lisboa. ele vai subir no poste, já subiu. ela vai contar um conto de amor, já contou. as canetas vão a ronda, como os peixes. 

deslizar entrecidades entretempos entrelembranças

A memória não merece um “a” maiúsculo.

memória,
história,
geléia,

2018 ainda a pôr as mulheres em tetas de renda vitrine a vitrine.
2018 e “abrir relacionamento” é o oposto de …? 

olha, vamos ver como coexistir.
porque senão… 

o fim das coisas é o fim que as coisas podem ter.
e mudar não é vencer.
(o sopro a dizer que são as coisas o que elas são)

quando passa o amor, o amor passa.
vê-se naqueles dois que vão sentados na mesa ao lado,
vê-se naquele que entorna o caneco de cerveja.

uma boca que se abre, um coração que cambalhota, uma melodia que aparece.
se abrimos às canções logo se vê de onde viemos, e ainda não sabemos. 

Comer paçoca de carne. Levar esporro por entregar a própria Barbie a menina da sala. Dormir na porta de casa. Querer viver. Dar na cara do amigo porque ele mesmo pediu. Descobrir que o irmão é também um babaca. Panópticos. Não falar e pôr o nó da garganta em cima da mesa. Lavar os cabelos antes do recomendado pela cabeleireira. Não beber cerveja. Ir direto de Brasília a São Paulo. Descobrir Minas Gerais. Os bilhetes de amor à cidade. Os bilhetes de amor no quintal de casa. A escola. A terra. Ser companheiro da música. Arejar a fresta.

Não te pergunto de onde você vem, mas
Te deixo um postal na catraca do metro.

e a grandeza do movimento que inaugura. coisas pequenas.
as plantas que acontecem entre as pedras, os pêssegos, a amorosidade da espera.

— O coração é uma pedra molinha e molhada.

— O fundo dos olhos, a secura dos pulmões.

— As “mulheres incorrijíveis” do Aljube.

— Buracos.

— A liquidez coração – pontas dos dedos das mãos.

— Os peixes, as pernas, as mãos em encontro.

no entanto, não há saciação que decole a despedida da beira do rio
e logo encerra o serviço do metro.

splisboariobrasília, 2018.   

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