na fila do teatro

esperamos darem lugar, esperamos liberar espaço, talvez não caiba, onde é que eu caibo mesmo? o salão da ansiedade dos acontecimentos esperados, dos espetáculos e do aclamado artístico que conhecemos a dedo – como nas entradas disputadas, que podem ser discotecas ou concertos, há um grau de tensão indefinida, alguma coisa que têm de me dar.

esta noite não entramos, por três lugares ficamos de fora. então a conversa se alongou em caminhada e valia ter saído depois do jantar para circular o sangue. o que fazer com a atmosfera de competição e fome diante da arte, quando há tanta atmosfera por aí? como confiar no que se faz fazer? digo, permanece viável sair de casa para viver uma troca com a atmosfera?

conversamos sobre como poderia ser possível que uma experiência se desse em meio a tanta ansiedade, o que parecia inviável, mas a energia da pergunta não se desfazia. como um eco, permanecia a interrogar: é possível o impossível?

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